Narrador: Nessa galeria, você encontrará trabalhos interativos de Lygia Clark — facilitadores da exposição podem se aproximar de você para convida-lo a interagir com os objetos. Muitos desses trabalhos exploram a falta que o ser humano sente de um senso de completude. Luis Perez-Oramas:
Luis Perez-Orama: Trata-se de olhar para o corpo. E é sobre sentir falta da completude do corpo. Também está vinculada a algo que Lygia também chamou de Pensamento Mudo, que é uma forma de pensar que não precisa se materializar verbalmente.
Narrador: Lygia queria encorajar uma reestruturação da auto-percepção tornando os participantes mais conscientes de seus corpos e de suas várias respostas sensoriais. Em sua prática terapêutica, ela usou esses trabalhos com pacientes com distúrbios psicológicos. Ela disse o seguinte sobre esse período de sua carreira: "Todas essas coisas são apenas proposicões. Elas não são um trabalho de arte; é o momento do ato de sentir que é importante."
Para Lygia, esses trabalhos representavam um abandono da arte e uma rejeição do rótulo de artísta – ela se afastou completamente da criacão de obras de arte que eram feitas apenas para serem apreciadas pelo seu valor estético. Connie Butler:
Connie Butler: Mas Lygia aqui não está falando muito sobre a desmaterialização da arte, mas sobre uma rematerialização do fazer artístico, no corpo e na experiência do espectador. Portanto, não é tanto um completo abandono da arte, mas sim um tipo de transferência do processo e da experiência da arte.
Narrador: Facilitadores estarão nas galerias em horários agendados para ajuda-lo a experimentar as réplicas dos "objetos sensoriais" de Clark. Você também pode assistir os vídeos de alguns dos objetos que estão sendo ativados.